Terça-feira, Outubro 30, 2007
Sexta-feira, Outubro 26, 2007



CAROLINA MARIA DE JESUS, "CRIOULA METIDA"

Acabando de revisar a última prova do "Dicionário literário afro-brasileiro" (Pallas Editora), que o Velhote vai lançar no dia 1º de dezembro, na "Primavera do Livro", no Museu da República, deparamo-nos com alguns textos bastante interessantes.

Por exemplo: alguém ainda se lembra de Carolina Maria de Jesus? Pois é. Então, vamos refrescar a memória, com este extrato do verbete:

Carolina nasceu em Sacramento, MG, em 1914 e fa­le­ceu na ci­da­de de São Pau­lo em 1977. Favelada na ca­pi­tal paulista, sur­preen­deu o ­meio li­te­rá­rio com a pu­bli­ca­ção, em 1960, de seu diá­rio ín­ti­mo com o tí­tu­lo de Quarto de despejo: diário de uma favelada, li­vro tra­du­zi­do pa­ra 29 idio­mas e que ven­deu ­mais de 100 mil exem­pla­res.

A es­se li­vro, se­gui­ram-se Casa de alvenaria, diário de uma ex-favelada (crô­ni­cas, 1962), Pedaços da fome (ro­man­ce, 1963); Provérbios (adágios em verso e prosa, 1966) e Diário de Bitita, pu­bli­ca­do pos­tu­ma­men­te, pri­mei­ro na Fran­ça em 1982 e no Brasil em 1986.

In­cluí­da no Dicionário Mundial de Mulheres Notáveis, pu­bli­ca­do em Lisboa por Lello & Irmão, e em outras publicações internacionais, o su­ces­so, en­tre­tan­to, não lhe trouxe tran­qüi­li­da­de nem rea­li­za­ção fi­nan­cei­ra: mor­reu po­bre e es­que­ci­da, ten­do si­do até mesmo al­vo de ca­lú­nia por par­te de crí­ti­cos que atri­buí­ram a cria­ção de seu pri­mei­ro li­vro ao jor­na­lis­ta que a des­co­briu.


Carolina com Clarice Lispector

Segundo Joel Rufino dos Santos, Carolina foi cortejada pela sociedade envolvente, a qual se deslumbrou com sua história de vida mas logo se desapontou ao ver que se tratava de uma “pobre soberba”. Outra decepção, segundo Rufino, teria ela causado à intelectualidade de esquerda, que não encontrando nela e nem em seu texto a “pobre comunista” de que necessitava para seu proselitismo e propaganda mas sim uma mulher individualista, de forte personalidade, e com um discurso sempre “politicamente incorreto”, também logo a abandonou.

Além disso, diz Joel, seus pobres vizinhos da favela logo a rejeitaram, vendo nela tão somente uma “crioula metida” escrevendo coisas que, para eles, não serviam de nada.

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A obra traduzida de Carolina Maria de Jesus compreende os seguintes títulos:. Beyond All Pity [Quarto de despejo]. Trad. David St. Clair. London, Souvenir Press, 1962. 190 p. Prefácio de David St. Clair e fotografias da autora; 2ª ed. Trad. David St Clair. London, Panther, 1970. 170 p. Prefácio de David St. Clair.; Child of the Dark, the diary of Carolina Maria de Jesus [Quarto do despejo]. Trad. David St. Clair. New York, E.p. Dutton, 1962. 190 p. Prefácio de David St. Clair e fotografias da autora.; 2ª ed. Trad. David St Clair. New York, Signet, 1962. 159 p. Prefácio de St. Clair e fotografias da autora; Journal de Bitita [Diário de Bitita]. Trad. Régine Valbert. Paris. Éditions A. – M. Métailé, 1982. 238 p. Prefácio de Clélia Pisa.; . La favela [Quarto de despejo]. Havana. Casa de las Américas, 1965.235 p. Prefácio de Mario Trejo e introdução de Audálio Dantas.; Le dépotoir [Quarto de despejo]. Paris, Éditions Stock, 1962 (cf. Kennedy, 1988).

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PS: Com essa bagagem, se viva fosse, Carolina estaria mais "metida" ainda, não é mesmo?




Quinta-feira, Outubro 18, 2007

ANEMIA FALCIFORME, A LUZ NO FIM DO TÚNEL

A edição do último dia 8 de outubro da Folha de São Paulo, na Seção Ciência, dá-nos conta que "em Salvador, experiência com células-tronco mostra um caminho promissor para os portadores de anemia falciforme"

"Só na Bahia - diz a materia, 12 pacientes já receberam os transplantes e outros 18 estão na fila; alguns deles conseguiram até jogar bola outra vez". Vejam abaixo.



O médico Gildásio Daltro (ao centro) e os pacientes Hugo de Souza e Ana Cristina Souza, que são tratados com células-tronco na Universidade Federal da Bahia

(DA AGÊNCIA FOLHA, EM SALVADOR - Matéria do jornalista LUIZ FRANCISCO)

Quem vê a disposição e o bom humor demonstrados pela dona-de-casa baiana Ana Cristina Oliveira Luz Souza, 37, não imagina o seu sofrimento até o primeiro semestre do ano passado, quando se submeteu a um implante de células-tronco para combater os efeitos da anemia falciforme.

"Minha primeira crise aconteceu quando tinha um ano. Depois, na adolescência e juventude, passei por várias cirurgias, perdi os dentes, entrei em depressão, fiz transfusões, e os médicos não conseguiram identificar o meu problema. Só aos 27 anos, quando trabalhava de caixa em um supermercado, e os clientes fugiam de mim pensando que eu tinha hepatite, soube que o meu problema era a anemia falciforme", disse.

Até ser operada no Hospital das Clínicas de Salvador pelo médico Gildásio Daltro, a dona-de-casa não conseguia caminhar mais do que 20 minutos. "Eu ficava praticamente em casa, tinha vergonha de sair com os meus amigos para fazer as coisas mais simples, como ir à praia ou a um restaurante."

Depois da primeira cirurgia [na perna do lado esquerdo], Ana Cristina realizou um sonho de quase toda criança -andar de bicicleta.
"Minha vida passou por uma mudança completa depois da operação. Agora, convivo melhor com a doença e sei que posso fazer muitas coisas que antes, para mim, eram impossíveis por causa das fortes dores, como andar de bicicleta."

Desde que foi operada, a dona-de-casa retorna a cada quatro meses ao Hospital das Clínicas para ser avaliada. "Os resultados são excelentes e ela vai ficar ainda melhor depois de ser operada do lado direito", disse Gildásio Daltro.

Nas quatro linhas

Policial militar à disposição da governadoria, Hugo Sérgio Miranda de Souza, 43, também fez o implante de células-tronco em março do ano passado. "Sentia dores terríveis pelo corpo, tinha muitas dificuldades para dirigir, andar com rapidez ou fazer qualquer tipo de exercício físico."

Após a cirurgia, Souza joga futebol duas vezes por semana. "Meus dois irmãos, que também têm a doença, não conseguem mais dirigir e jogar futebol. Quando caminham 15 minutos, têm de parar por causa das dores." "Minha auto-estima aumentou muito e vai ficar ainda melhor quando eu for operado do lado esquerdo."

Segundo o médico Gildásio Daltro, 12 pacientes já realizaram implantes de células-tronco no Estado -outros 18 estão na fila. "Os estudos demonstram que cerca de 15% da população de Salvador (cerca de 400 mil pessoas) é portadora da anemia falciforme ou tem o traço da doença.

A anemia falciforme, que é incurável, tem causa genética e atinge em grande parte os afrodescendentes. As complicações aparecem por causa de uma deformação que ocorre nas membranas dos glóbulos vermelhos. Milhões dessas células circulam por todo o corpo.

Com a deformação genética, os glóbulos vermelhos, em vez de facilitar, passam a impedir a circulação e a oxigenação do sangue. É o momento em que os problemas de saúde começam a aparecer.

O histórico da doença mostra que a África é o continente que mais tem pessoas com o tipo de mutação genética que acaba provocando o aparecimento da anemia falciforme. Os pacientes sofrem bastante com problemas nos ossos das pernas, principalmente no fêmur.

Algumas pessoas podem herdar o gene defeituoso para a anemia apenas do pai ou da mãe. Nesse caso, apesar de elas terem o traço da doença, terão uma vida saudável. A doença aparece quando a pessoa herda genes defeituosos tanto do pai quanto da mãe.




Terça-feira, Outubro 16, 2007

DOBRADINHA À MODA DO PORTO

Valério Bemfica tem cara e jeito de garotão tímido. Mas, diretor do CPC-Umes, em São Paulo, tem-se destacado como um grande combatente da cultura brasileira. Dele, nos chega agora, um artigo, publicado no jornal Hora do Povo, número 2.610, de 11 de outubro de 2007, como réplica a um outro do antropólogo Herbert Vianna, sobre o ministro Gilberto Gil e o alegado envolvimento deste no que seria uma estratégia de destruição, pelas grandes corporações transnacionais, do instituto do Direito Autoral, através das internacionalmente badaladas licenças Creative Commons.

Entre outras coisas, o texto do Valério diz as seguintes:

Que “Hermano Viana (..) ocupou quase uma página de um jornal paulistano para dizer que o Ministro não defende o que defende”. Ou seja “a precarização do trabalho dos criadores nacionais em benefício dos monopólios da indústria cultural”;

Que “a desculpa é sempre a mesma: facilitar a circulação da cultura brasileira, ampliar as possibilidades para que os criadores ganhem dinheiro, permitir que adolescentes “de todas as idades” façam seus downloads à vontade, gerar “novos modelos de negócio”. Mas que isso é “pura embromação”. “Para que as grandes companhias de “entretenimento” ganhem cada vez mais dinheiro usando, para isso, a criatividade alheia, sem nada pagar em troca”.

Que “se as tais licenças não acrescentam nada à lei (como afirma textualmente Hermano em seu artigo), qual sua utilidade?”

Que “basta acessar o site do tal Creative Commons e procurar por seus financiadores”. São eles, segundo Valério “ Microsoft, Google, Inc., Sun Microsystems, Yahoo!, entre outras empresas tradicionalmente comprometidas com o desenvolvimento da cultura dos povos e com a liberdade de conhecimento”. “No campo das fundações – prossegue ele – podemos encontrar o filantropo George Soros (Open Society Foundation), a William & Flora Hewlett Foundation (bancada pela Hewlett-Packard Company), a Omidyar Network Fund (do fundador do eBay) e – pasmem! - a The Rockefeller Foundation”.

Que “se o Ministro fosse sério e não tivesse comprometimento com a Warner (de quem é contratado), com a Sky (caloteira de direitos autorais e patrocinadora de seu bloco de carnaval), com a Tim e com o IG (também patrocinadores e beneficiários de uma eventual flexibilização dos direitos de autor), diria o contrário. Diria que a arrecadação de direitos no Brasil é baixa porque os monopólios da indústria cultural são inadimplentes contumazes. Que muitos artistas estão sem gravadora graças à política de destruição da cultura nacional destes mesmos monopólios. Que para ‘trazer as práticas para a legalidade’ basta que eles se disponham a pagar pelas obras que utilizam. Que a lei brasileira dá conta de todas as inovações trazidas pela convergência digital. Que flexibilizar direitos só beneficia àqueles que têm, sistematicamente, atentado contra a nossa diversidade e a nossa riqueza cultural”.

Assim escreveu o gajo Valério Bemfica. E nós, que torcemos pelo Futebol Clube do Porto, e não entendemos patavinas desse tal Direito Cantoral, ficamos aqui, só saboreando a dobradinha e o vinho verde. Que o mano Cláudio Jorge acaba de trazer de sua 507ª viagem à terra de Cavaco Silva e Carmem Miranda.




Segunda-feira, Outubro 15, 2007


Menino oiobomense, descendente dos fundadores da nação.

A MOCIDADE INDEPENDENTE DE OIOBOMÉ

A grande ilha agora chamada pelos conquistadores de Oiobomé é, na verdade um arquipélago, pois os rios e estreitos que coleiam por seus mais de 50 mil km2 de superfície, formam cinco grandes áreas distintas de território, além de uma dezena de outras ilhas e ilhotas, principalmente na foz onde o grande rio Amazonas encontra o mar.

Cercada, então, dos lados, pelas águas doces do Amazonas e do Tocantins, e abrindo-se para a imensidão salgada do Atlântico, a Oiobomé dos negros e índios, que os brasileiros ainda consideram a sua Marajó, tanto por sua localização, quanto por sua condição de maior arquipélago fluvial do mundo, sem falar nas riquezas de seu solo e suas águas, não é algo que se possa perder sem lamentar. Então, os brasileiros partem.

Partem esses expedicionários brasileiros sem saber, como os oiobomenses já sabem muito bem, que aqui chove durante todo o ano, ficando boa parte das ilhas alagada em função do grande volume das chuvas, que só diminuem um pouco sua intensidade nos meses de janeiro e junho, tanto nas planícies do leste quanto nas densas florestas da parte ocidental.

Não sabem também os brasileiros que, desde que Dos Santos, o fundador da República, fez suas primeiras alianças com os maopitiãs, paracanãs, gaviões, diores, amanajés, açurinis e todos os outros grupos indígenas do arquipélago, aqui, o que não é naturalmente intransponível pela força natural das florestas e dos rios, o é pelas paliçadas e fortificações que tornam Ganamali, Oioçongai, Tombungola, Banzagudá e Popolomé cidades efetivamente inexpugnáveis. Da antiga Bailique ao Tocantins; da Baía de Marajó à ex-ilha Grande de Gurupá, hoje Ganamali; das fronteiras com o Grão-Pará ao Canal do Sul – os Império Brasileiro não sabe – o que há , além do armamento e da munição vindas da França, através de Caiena; o que há são forças da terra, do mar e dos céus guardando Oiobomé para um glorioso futuro de paz, saúde, estabilidade e desenvolvimento.

Tomar, então, a cidadela altamente fortificada do presidente Mundurucu não é fácil, como pensam os regentes do Brasil. Que inclusive, neste momento grave, se vêem às voltas com outras situações igualmente difíceis. E também porque Mundurucu acaba de entregar o comando-em-chefe do Exército ao seu nada diplomático filho Benjamim, conhecido ironicamente pelo apelido de “Benzinho”.

O novo general é um mulato escuro com menos de 30 anos, fartos bigodes e aspecto enganosamente simpático, apesar do abdômen, grande e redondo como um tambor de ngumba, a música das ruas de Oiobomé. Daí o populacho, com a irreverência e o desrespeito dos tempos do “rei faraó”, logo o ter rebatizado como o “Ngumba”.

Mas Benzinho Ngumba é um militar à moda africana. E, além de orgulhoso de suas origens, é um profundo conhecedor das artes e técnicas de seus antecessores e contemporâneos no continente-mãe. Sabe de Sundiata, Suni Ali e Idriss Aluma. Tem ouvido falar de Chaka, Horombo, Abdel Kader, Ibrahima Sori, Kumvimbu Ngombe... Por isso, paramenta-se como um senhor da guerra, lança, escudo, a pele de onça sobre os ombros... mas sem esquecer o moderno rifle Mauser alemão. E sai de Oioçongai, que os brasileiros chamam de Soure, à frente de sua tropa, indo ao encontro da esquadra brasileira fundeada na baía, que eles ainda chamam de Marajó.

O general Benzinho Ngumba segue para a frente de batalha como um autêntico rei bantu. À sua vanguarda vão os bacamarteiros precedidos pelos estandartes coloridos com os emblemas das várias guarnições; e à frente de todo o cortejo, o batalhão de lanceiros. Atrás do enorme guarda-sol sobre o qual caminha, empertigado, o general, vêm os músicos. E com esses músicos uma batucada infernal, na qual se distingue claramente a marcação dos ilus e o repicar dos batacotôs; o chocalhar dos maracás e o estrídulo dos reco-recos; o gonguejar dos cincerros e agogôs; o farfalhar das caixas surdas e dos taróis; o retumbar das caixas de guerra. Batucada fantástica! Ritmo contagiante! É a mocidade de Oiobomé lutando para ser sempre independente...

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Nesse mesmo momento, no extremo sul do Brasil, Bento Gonçalves entra em Porto Alegre e destitui o presidente da província. Com apoio de boa parte do povo da cidade, reage às forças governistas e, embora Porto Alegre seja logo retomada pelas tropas imperiais, Gonçalves e seus liderados ampliam o controle sobre as áreas ao longo da Lagoa dos Patos e na Campanha Gaúcha. Eles também querem proclamar uma Republica varonil, independente do Brasil.

(Trecho do romance inédito de Nei Lopes)




Terça-feira, Outubro 09, 2007




O SAMBA DA VITÓRIA

O Velhote do Lote esteve em Vitória, ES, no último fim de semana. Foi cantar uns pagodes lá, com a maravilhosa rapaziada do grupo Standart, na programação batizada como "A vez do compositor".

Com o Clube de Pesca, no complexo do Cais do Hidro-Avião (é...Vitória tem história!), botando gente pelo ladrão, o recado foi dado. Num clima de grande e calorosa amizade, comprovando que o samba está mesmo de bola cheia, principalmente entre a juventude. Vinícius, Rafael, Átila, Tiago e Luquinha são grandes músicos e sambistas de verdade. Vitória e o samba estão de parabéns!




Quinta-feira, Outubro 04, 2007
Terça-feira, Outubro 02, 2007



O SAMBA EM NOITES DE GALA. EM SÃO PAULO, CLARO.

Imagine o visitante do Lote uma orquestra de samba com bem uns 30 músicos, tocando arranjos simples mas ensaiadíssimos e habilmente regidos; diversos e bons intérpretes, apoiados por um coro misto de 10 vozes; um roteiro impecável, com direito a algumas coreografias dos ritmistas; o improviso do partido-alto pontuando alguns quadros; todo mundo bonito, bem vestido, num palco artisticamente iluminado e com uma sonorização na medida.

Pois foi assim o lançamento, no SESC Pompéia, no último fim de semana, do CD “O Berço do Samba de São Mateus”, produzido pela rapaziada do Quinteto em Branco e Preto para o SESC e contando com texto de apresentação do Velhote do Lote.

Produção do cada vez mais competente Carmo Lima, o grande produtor do bom samba hoje em São Paulo, os dois espetáculos – que dão seqüência a um turnê iniciada na bela e moderníssima unidade Itaquera e que vai contemplar todos os SESCs de São Paulo – deixaram de alma lavada quem os assistiu. Prova do poderio e da Cultura diversificada e descolonizada que se pratica hoje na organização brilhantemente dirigida pelo sociólogo Danilo Miranda, eles atraíram um publico numeroso, que lotou a ampla Choperia, tanto no sábado quanto no domingo.

Enquanto em outras “praias” só se entende a cidadania em forma de “oloduns”, capoeira, rap e hip-hop, o SESC vai bem mais longe, incluindo também, na sua luta contra exclusão, o Samba - que só é “velho e ultrapassado” para os tolinhos ou mal intencionados; que se renova e diversifica a cada momento; e que está batendo um bolão, bem vestido, cheiroso, brilhante e iluminado... em São Paulo.

foto: Isabel D'Elia