Terça-feira, Julho 31, 2007

FUNK, MENTIRA CARIOCA

Quem por acaso folhear a nossa Enciclopédia Brasileira da Diáspora Africana (Selo Negro, 2004), vai encontrar, coladinhos, os verbetes seguintes:

­FUNK. Estilo mu­si­cal oriun­do de co­mu­ni­da­des ne­gras ame­ri­ca­nas e di­fun­di­do in­ter­na­cio­nal­men­te, a par­tir do tra­ba­lho de mú­si­cos co­mo Ja­mes Brown* e Sly and The Family Stone. Ca­racteriza-se pe­lo diá­lo­go, num cli­ma ex­tre­ma­men­te dan­çan­te, en­tre bai­xo e ba­te­ria, com uma di­nâ­mi­ca se­ção de me­tais pon­tuan­do, em con­tra­pon­to, a me­lo­dia prin­ci­pal. Inicialmente de­sig­nan­do a ca­rac­te­rís­ti­ca in­trín­se­ca de to­da mú­si­ca ver­da­dei­ra­men­te ­afro-ame­ri­ca­na, is­to é, a sua “au­ten­ti­ci­da­de ne­gra”, o ter­mo pas­sou de­pois a in­ti­tu­lar um gê­ne­ro mu­si­cal, de ba­ti­da rít­mi­ca for­te­men­te acen­tua­da. No Brasil, no­ta­da­men­te no Rio de Janeiro e em São Paulo, o fe­nô­me­no ­funk, sur­gi­do no co­me­ço da dé­ca­da de 1970, ga­nhou gran­de im­por­tân­cia. Inicialmente iden­ti­fi­ca­do com o ­soul* nor­te-ame­ri­ca­no e re­pre­sen­tan­do a fa­ce “fes­ti­va” do pro­ces­so de res­sur­gi­men­to das or­ga­ni­za­ções po­lí­ti­cas ne­gras, o ­funk, as­so­cia­do à cul­tu­ra do hip-hop*, pas­sa a to­mar ca­rá­ter de mo­vi­men­to, trans­for­man­do-se em um dos prin­ci­pais veí­cu­los da cul­tu­ra po­pu­lar ur­ba­na, aglu­ti­nan­do a gran­de maio­ria dos jo­vens ne­gros das ci­da­des. É aí que os fun­kei­ros, ví­ti­mas de acir­ra­da cam­pa­nha ne­ga­ti­va de­sen­ca­dea­da pe­la mí­dia, pas­sam a ser vis­tos co­mo de­lin­qüen­tes pe­ri­go­sos. Etimologia: Originalmente, o ­funk se tra­du­zia co­mo ca­tin­ga, bo­dum. E sua ori­gem es­tá no qui­con­go lu-fu­ki, com o mes­mo sen­ti­do, o ­qual é igual­men­te ter­mo elo­gio­so, apli­ca­do a al­guém que su­pe­ra­tua, tra­ba­lha bem, “sua a ca­mi­sa”. E es­sa ex­ten­são de sen­ti­do, o vo­cá­bu­lo ­funky tam­bém ga­nhou en­tre os an­ti­gos jaz­zis­tas ame­ri­ca­nos; He is a ­funky per­son, is­to é, “Ele ar­re­ben­ta, bo­ta pra que­brar”.

­FUNK CA­RIO­CA. Denominação de uma mo­da­li­da­de mu­si­cal va­rian­te do ­funk, sur­gi­da no Rio de Janeiro e po­pu­la­ri­za­da a par­tir da dé­ca­da de 1990. Com le­tras pre­ten­sa­men­te trans­gres­so­ras mas in­gê­nuas, a ba­se rít­mi­ca de ­suas gra­va­ções – ao que cons­ta, oriun­da do es­ti­lo Miami Bass, dos mú­si­cos la­ti­nos da Flórida – si­tua a mo­da­li­da­de ­mais pró­xi­ma da an­ti­ga mar­chi­nha car­na­va­les­ca do que pro­pria­men­te do ­funk ou do rap.

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Quando escrevemos isso, ficamos meio em dúvida. Será que é "marchinha" mesmo?

Pois é... agora chega o PAN, vejo o belo, elegante, multifacetado e ultra-moderno Arnaldo Antunes dançando bonito, naqueles pulinhos espertíssimos, de dedinho pra cima; e vejo a simpaticíssima e sempre sorridente Fernanda Abreu cantando a "Cabeleira do Zezé" e "Me dá um dinheiro aí" ... então, concluo, relembrando o saudoso Haroldo Barbosa: -- É... o macaco tá certo!




Segunda-feira, Julho 30, 2007

DEUSAS E DEVASSAS

Chegamos em Sampa - de barco, pelo Tietê, é claro, que avião e ônibus nem pensar - pra festa da Velha Guarda do Camisa e, aí, uma tremenda surpresa. O violonista Everson Pessoa, um dos cinco virtuoses do Quinteto em Branco e Preto, tinha acabado de musicar, com a maestria de sempre, uma letra despretensiosa que tínhamos mandado pra ele. Pilhados pelo nosso "Dicionário Literário Afro-Brasileiro" (quase no prelo), viajamos na maionese das Letras e, aí, misturando Da Roça com Veuve Clicquot, Cintra com Stella Artois, Vinho Canção com Chateau Neuf du Pape, fizemos esta letra, intitulada "Deusas e Devassas". Dó sustenido, Zelão! (Lari-lará-lari...) Vamo lá!

Eu também
Já tive mulheres de várias rodagens
Vilãs, heroínas, todas personagens
De dramas, tragédias, comédias e farsas.
Todas belas
Dariam romances, peças e novelas.
Na ponta do lápis, tracei todas elas,
Deusas e devassas:

A Senhora do Zé de Alencar
A Iaiá do Machado de Assis
Bovary, Salambô e Naná
A Morgada do Júlio Diniz.
Capitu quase capitulou
A Dos Anjos, eu que clareei
A Isaura me escravizou
Da Tereza Batista cansei.
Gabriela do Jorge de Ilhéus
Moreninha do Seu Joaquim...
A Oscarina de Marques Rebelo
Na Riachuelo se acabou por mim.

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A molecada de São Mateus no coro e nos couros...sucesso total!
O chato é que já tem nada mais nada menos que 6 cantoras da melhor e mais moderna música brasileira querendo gravar. Como é que vai ficar, meu cumpádi?
Tu vê aí!




Terça-feira, Julho 24, 2007



PROCURA-SE ANGELINA JOLIE, URGENTE!

Acabamos de ler, não sabemos onde, que a belíssima Angelina (très) Jolie, juntamente com o tal do Brad Pitt e outros famosos, segue agora uma antiga filosofia africana, chamada “Ubuntu” que, do jeito que vai, qualquer dia acaba na revista Caras. E ficamos felizes em saber que a Joile é jolie também por dentro. Porque, em matéria de filosofia, a África sempre bateu um bolão, desde o antigo Egito, que aliás aprendeu muita coisa na Núbia, lá no altinho, ali quem vai pras nascentes do Nilo, nas bandas de Uganda.

Já disse nosso tio gabonês Théophile Obenga que a palavra “filosofia”, ciência do conhecimento e do saber, tem como étimo remoto o antigo egípcio seba, conhecimento, vocábulo do qual derivou o grego sophia. E para os gregos da Antiguidade, segundo o nosso tio, o Egito era o único país a gozar de uma sólida reputação nas ciências e no saber filosófico. Tanto que Pitágoras, Platão e tantos outros sábios helênicos, que sabiam das coisas, fizeram muitas viagens de estudos ao Vale do Nilo. Surgiu, daí, então, com força, uma profunda corrente civilizatória que deu à Humanidade progressos consideráveis – corrente que começa no Egito, alcança o mundo grego, faz nascer a Escola de Alexandria, passa ao mundo árabe e chega ao mundo europeu antes da Renascença.

Os antigos egípcios chamavam seu país de Kemet, ou seja, “a terra negra”, em oposição à “terra vermelha”, o deserto não fertilizado pelo Nilo. Segundo nosso primo afro-americano Molefi K. Asante, antigos povos africanos, antes de os gregos darem o nome de Aegyptos (Egito) à sua terra, chamavam-na, carinhosamente, “Kemet”, a terra preta e dos pretos. E, até hoje, segundo o primo, “toda sociedade africana deve algo a Kemet”, principalmente nos mitos primordiais que orientariam seu modo de rememorar os ancestrais, educar os filhos e principalmente preservar os valores sociais.

Na atual República de Gana, por exemplo, o povo Axanti é talvez um dos que mais guardam, em suas concepções filosóficas, antigas heranças egípcias, como a noção de kra, força vital (do egípcio ka), correspondente ao afro-brasileiro “axé” (do iorubá àse), ao congo mooyo, e a múntu, termo que, também em congo, significa a força vital realizada, existente, pulsante, o ser enfim.

Ora, pois pois... Múntu lembra “Ubuntu”, não lembra? Pois vocês sabem de onde vem e o que quer dizer “Ubuntu”? Não? Vem do cabinda (dialeto congo) bù-untu, significando “bondade”, “amabilidade”, “caridade”, “fraternidade”, “solidariedade” etc.

Pois é: Hollywood e até o Bill Clinton (cf. O Globo, 14.07.07, lembramos agora!) acabam de descobrir a pólvora! Por isso é que precisamos do endereço da Jolie (sem o tal do Brad Pitt) . Pra ela vir tomar um vinho-de-palma com a gente, quando do lançamento do nosso “Dicionário da Antigüidade Africana” (Civilização Brasileira). Que está vindo por aí.




Sábado, Julho 21, 2007

ENTREOUVIDO NO PARQUE AQUÁTICO MARIA LENK

(Pga quebgar o baixo-astgal aegopogtuáguio)


Esta não é nossa, foi Seu Quaresma que contou e já tem até versão cubana, enviada de La Habana por Don Carlos Rizzoto, mestre-cuca especializado em chicharrones e maripositas. Nós só echamos la salsita...

Conta a historinha que um nonagenário dirigente esportivo estava, ontem pela manhã, meditabundo à beira da enorme piscina olímpica do parque aquático Maria Lenk, quando, pra tirar a fumaçada de Congonhas da cabeça, resolveu dar umas braçadas.

Tchibum nágua, anglo-teutão como sempre, foi de crowl, chest, butterflly, little dog, stop and go, go and stop, indo e voltando, voltando e indo. Então, depois de nadar bem umas 20 mil léguas submarinas, saiu, fleugmático, como se nada houvesse acontecido.

Só que ele não sabia que estava sendo observado por uma velhinha branquinha, de olhinho azulzinho, que, surpresa com a performance, lhe dirige a palavra, num sotaque meio florentino meio quelque chose.

- Ma che! Maronna mia! Il signore nata molto bene e ha uma forma física admirabile, veramente exceptionale! Cualé su etá? Cuanto anni tene il signore?

- Oitenta e quatgo anos, responde o cartola, na língua do PAN e escondendo a idade.

- Spantoso! – exclama a gringa, emendando a pergunta, curiosa: - Il signore foi natatore?

- Fui campeão bgasileigo pelo tguicolog caguioca em tguinta e tguês e campeão sulamequicano em quaguenta e quatgo – tira onda o coroa, com aquele esnobismo cagacteguístico.

Morto o assunto, o cartola lendo as últimas no jornal, a velhota tira o roupão e se joga na água também. Aí... pan! tam! crash! airbus! bum! ba! titanic! tubarão! tsunami... A coroinha vai, volta, torna a voltar... ufa!... e depois de 48 minutos, cravados, que o brazillian faz questão de marcar, ela sai do piscinão como se nada houvesse acontecido.

Aí então é a vez do ilustre paredro se espantar:

- Mas... que desenvoltuga! A senhoga deu bgaçadas surpgueendentes paga sua veneganda faixa etáguia. Excuse-me... Ráu old ague yú?

É nessa que a coroinha, com aquela carinha de “Ensina-me a Viver”, na dela, vestindo o roupão e sacudindo os cabelinhos molhados, mata a pau, na maior:

- Che natatora?! Não, signore! Molto miglore! Io fui prostituta in Venezza... capisce?




Sexta-feira, Julho 13, 2007

PGUEITO DE GGATIDÃO AOS HEGÓIS PANAMEGUICANOS

Avelãs, o popular “Ingenhão”, vibgava com as delegações que chegavam no aegopogto, tomavam a linha vegmelha e depois, iam pela linha amaguela em digueçao à Cidade Panameguicana.

- É o nosso ggande sonho concguetizado, meu pgueclago Cáguilos Aguirtur! – dizia ele paga Buzzman, o pguesidente da confedegação bgasileiga que pgepagou o Pan, o qual, também vibgando, e bgandindo sua bandeiguinha vegde-amaguela, pgontamente respondia:

- Hoje é a nossa grande pgova, doutog Avelãs: o tgânsito flui sem atgopelo nas pguincipais estgadas de acesso. E nada atgaplahou os pgepagativos da festa.

- Ggaças à infgaestgutuga, meu cago! Infgaestutuga é tudo! – Apoiou Avelãs, no que Buzzman abogdou um tema delicado.

- Eu soube que tgamavam um atentado entgue Acagui e Igajá...

- Mas a nossa Polícia Rodoviáguia Fedegal agoga é uma das melhogues da Améguica. Foi inteigamente reestgutugada. – lembgou o velho paredgo.

Ega de fato um momento históguico e os caguiocas estavam de pagabéns. Finalmente, o Bgasil e o Rio de Janeigo pgomoviam um evento conguigaçando bgasileigos e estgangeigos de todos os quadgantes da Terra. E, assim, até os tgaficantes de todo os calibgues (fogueteigos, vapogues, endoladogues, armeigos, atigadores, eticétega), pgotagonizavam uma tgégua, ensaguilhavam suas agmas e pagavam de atigar com suas metgalhadogas e gganadas, da Mangueiga ao Jacaguezinho, de Cascaduga a Jacaguepaguá, de Madugueiga a Tuguiaçu, de Honóguio a Rocha Miganda. Todos agoga só tinham integuesse no Magacanã, no Engenho de Dentgo, em Campo Ggrande, Jacaguepaguá, Rio Centgo e Deodogo, onde se realizaguiam as pgovas.

A impguensa fazia sua cobegtuga com toda a segugança. Buzzman e Avelãs egam só eufoguia e vibgação abgaçando cada pgesidente das repguesentações estgangeigas que entgavam em solo bgasileigo.

- Só faltam Pagaguai, Uguguai, Pegu e Hondugas! – comentou Buzzman, ao que Avelãs menospgezou:

- Que não são de ougo, nem de pgata nem de bgonze...

Foi aí que, lá foga, um alaguido de pgotesto, com populagues bgadando contra obgas superfatugadas, mutguetas orçamentáguias, magacutaias em pguefeitugas e em outgos órgãos da administgação pública e pguivada, (dedugadas, pgovavelmente sem pgovas, por alguns Cagos Amigos) implogava a pgonta integvenção do Ministéguio Público Fedegal:

- Atocha! Atocha! Atocha! – bgadavam os estgaga-raça, os espíguitos de pogco.

Avelãs e Buzzman, hegóis panameguicanos, sempgue sorrindo, vitoguiosos, ao ouviguem o hegóico bgado às margens do Ipiganga, mostgavam a piga acesa e a chama agdente para os populagues em delíguio.

PS: Este texto foi escrito na língua oficial do Pan. Para traduzir, use as ferramentas Havelock ou Newsman




Segunda-feira, Julho 09, 2007



O LOTE NO SR. BRASIL

O Velhote do Lote foi um dos escolhidos, entre 600 artistas, para representar nossas cores verde-amarelas no especial de 2 anos do programa "Sr.Brasil", de Rolando Boldrin que vai ao ar nesta terça, dia 10, com reprise no domingo.

Vamos conferir?




Quarta-feira, Julho 04, 2007

UMA DICA DE QUEM SABE

Nosso amigo João Carlos Rodrigues, autor do importante livro O Negro Brasileiro e o Cinema (Pallas, 2001) dá a dica:

"Na quinta-feira (dia 5) às 19:30 e na sexta (dia 6) ao meio-dia, o Canal Brasil vai apresentar
o filme "Também somos irmãos" (1949), de José Carlos Burle, o primeiro filme brasileiro que tratou do preconceito racial.
Na época recebeu o prêmio de melhor filme pela Associação de Críticos do Rio de Janeiro.
Elenco: Aguinaldo Camargo (do Teatro Experimental do Negro) e Grande Otelo.
Merece ser visto, mesmo que o final seja meio duvidoso.
Mas há momentos inesquecíveis no confronto entre o irmão advogado e o irmão marginal.
Obra importante e muito rara".

PS: Segundo quem conheceu, Aguinaldo Camargo (1918 -52) foi um dos maiores atores brasileiros de todos os tempos.




Segunda-feira, Julho 02, 2007



O RACISMO EXPLICADO A MEUS FILHOS

Aqui vai, em primeiríssima, a orelha escrita, na redação da Editora Agir, para O Racismo Explicado a Meus Filhos, nosso próximo lançamento. E, na ilustração, nossa homenagem aos queridos Larissa e Neinho, filhos do filho, para os quais desejamos um futuro melhor.

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O Brasil é um país racista? Cotas para negros em universidades podem ajudar a diminuir o abismo social brasileiro? Buscando responder a essas e outras questões, Nei Lopes, um dos principais pesquisadores brasileiros da cultura africana, faz um panorama da triste história do racismo, desde o antigo Egito até as formas de preconceito racial velado presentes nas sociedades contemporâneas.

A partir dos diálogos de Paulinha e Pedrinho com seus pais, Paulão e Lia, O racismo explicado aos meus filhos expõe momentos estarrecedores da discriminação racial no mundo inteiro e levanta discussões sobre o que pode ser feito para evitar que eles se repitam. Com sua experiência de professor, Paulão discorre sobre a escravidão, o apartheid sul-africano, o genocídio dos judeus na Alemanha de Hitler e movimentos anti-racistas – a favor da igualdade entre pessoas com diferentes cores de pele, culturas e crenças. A família ainda reflete sobre temas difíceis e atuais, como o mito da democracia racial brasileira e as chamadas ações afirmativas.

Escrito de maneira clara e informativa, como uma verdadeira conversa entre pais e filhos, O racismo explicado aos meus filhos é uma apresentação ampla e esclarecedora de uma questão tão complexa quanto fundamental.

Quarta-capa

Paulinha, filha de pai negro e mãe descendente de judeus, chega em casa com um pergunta: por que as pessoas são tratadas de maneira diferente por causa da cor da pele? A partir dessa questão, o professor Paulão e sua esposa, a advogada Lia, começam a discutir diariamente com Paulinha e seu irmão, Pedrinho, a origem e as diversas caras que o racismo assumiu durante milênios. Em O racismo explicado aos meus filhos, o escritor e compositor Nei Lopes faz uma brilhante introdução ao tema. Um amplo e esclarecedor panorama do racismo e de suas manifestações através dos séculos.