Segunda-feira, Maio 30, 2005

A SÍNDROME DE ROBSON

Conta o folclore do futebol que, um dia, na década de 50, o cracaço Robson - neguinho baixinho, cheio de chinfra, atacante do Fluminense, no auge da carreira - ao ouvir reclamação de um colega sobre questões de racismo, teria dito:

- Não liga, não! Eu também já fui preto e sei o que é isso...

A história se repete. E agora como drama, no Fantástico de ontem, 29/05, seguindo-se uma extensa e entusiástica reportagem sobre o valor econômico da Parada Gay em São Paulo.

É isso aí! Ê, Irajá!


Diz aí!

Sábado, Maio 28, 2005



PAPO DE RAIZ

Entreouvido numa "balada" na Lapa, bombadíssima, entre dois executivos, um chopps e dois pastel:

- Você já ouviu o CD da Dona Iná, selo CPC-UMES? É da hora, meu! É a segunda Dona Ivone Lara!...

- Eu recomeindo... É a segunda...

- Na verdade, é a terceira, meu!

- Não tô entendeindo...

- É que Sam Paulo já tinha "Dona Irã Barbosa"...


Diz aí!


EU NÃO CONTEI COISISÍSSIMA NENHUMA!

Encontro na Internet um texto intitulado "Nei Lopes conta como surgiu a primeira escola de samba". Começo a ler e não entendo nada, a algaravia me parecendo alguma coisa mal traduzida e sem copidesque. Corro pra identificar de onde vem o petardo. Lá está: www.jornalexpress.com.br.

Lembro, então, que tempos atrás, andei dando uma entrevista pro famoso L'Express francês. Então, matei a charada, de cuja embrulhada agora me defendo, gritando:

JE N'AI PAS RACONTÉ MERDE AUCUNE, MESSIEURS! (Desculpe Dona Sonia, não deu pra senhora revisar).


Diz aí!


O FENÔMENO BRANCO

Andaram querendo me entrevistar sobre a declaração do Ronaldo Fenômeno de que é "branco". Eu hein, ?! Tô fora, Seu Ali! Mas o bochicho foi bom porque me abriu as idéias.

Fica finalmente explicado o porquê de o nosso vigoroso goleador correr muito mas jogar preferencialmente com a canela, trombando geral, sem aquelas fintas, aqueles ovos, aqueles lençóis, aquele cai não cai, aquel vai não vai de, por exemplo, Didi, Zizinho, Doutor Rubens, Moacir, Maneco do América, e do jovem Robinho. Pra só citar esses seis.

Tá explicado... tá explicado...


Diz aí!

Quinta-feira, Maio 26, 2005

PRÊMIO TIM

A gravadora Fina Flor informa:

PARA DAR SEU VOTO A NEI LOPES PARA O PRÊMIO TIM DE MELHOR CANTOR - VOTO POPULAR - CLIQUE AQUI


Diz aí!

Sexta-feira, Maio 20, 2005

DESCARREGO

O Lote achou na Internet a matéria sobre o descarrego na TV Record.

Está no portal Consultor Jurídico.

E o link e este aqui, ó: Justiça condena TV Record por discriminação


Diz aí!

Quarta-feira, Maio 18, 2005

TV RECORD É VÍTIMA DO PRÓPRIO "DESCARREGO" E NINGUÉM DIZ NADA

Na terça-feira 17 de maio, no jornal das 6h da Rádio CBN, o jornalista Heródoto Barbeiro noticiou medida judicial contra a TV Record e outro canal de televisão, que os obrigava a abrir espaço para as religiões afro-brasileiras em sua programação. Tal medida baseia-se, é óbvio, no princípio constitucional da liberdade de crença e na campanha insidiosa e absurda através das quais a Record e outros veículos satanizam as práticas de nossa tradição ancestral.

Surpreendentemente, nos jornais impressos de terça e quarta-feira, nada encontramos sobre o assunto. Então, recorrendo à Internet, encontramos a informação abaixo, veiculada em 13 de abril passado no site "Mundo Negro":

"Programas preconceituosos estão na mira dos órgãos representantes das religiões de matriz africana.TV Gazeta e "Zorra Total" estão na lista dos novos processos"

"Quarta, 13 de Abril de 2005

Depois de vencer um processo contra as programas evangélicos da Rede Record, por ofensa as religiões de matriz africana e garantir o direito de resposta dentro da programação da emissora, o Instituto Nacional de Tradição e Cultura Afro-brasileira (INTECAB) estuda novas ações.

Na primeira semana de abril houve uma reunião entre o Procurador da República Dr. Sérgio Suiama, o coordenador da INTECAB Pai Francelino de Shapanan, o Deputado Estadual Tiãozinho do PT, Iyalorixá Ada de Omolu - Vice Coordenadora, Egbon, Conceição Reis de Ogum - Titular da Comissão de Comunicações e Relações Públicas, Mãe Márcia Pinho - Secretária Administrativa, todas do INTECAB/SP, Dr. Sinvaldo Firmo e o Dr. Hédio Silva Júnior, advogado do INTECAB/SP.

O encontro definiu os próximos passos a serem dados na ação judicial contra a Rede Record. Também ficou definido que o Ministério da Justiça será acionado para coletar material e monitorar os programas religiosos.

Na próxima terça-feira, 19 de abril, às 15 horas, um conjunto de associações religiosas e entidades irão encaminhar mais uma representação judicial ao Ministério Público Federal. "Esta representação, preparada pelo advogado do INTECAB/SP, Dr. Hédio Silva Júnior e pelo Assessor Jurídico do Deputado Sebastião Arcanjo (Tiãozinho do PT), Dr. Sinvaldo Firmo, tem o objetivo de reforçar os argumentos contra os programas discriminadores veiculados pela Record e Rede Mulher, mas com uma novidade: irá envolver também a TV Gazeta, que há alguns meses passou a transmitir programas tão ofensivos quanto aqueles que constam do processo iniciado pelo INTECAB", explica pai Francelino. (...)

O CEERT já está providenciando a gravação de novas fitas e documentos que serão utilizados para convencer o Ministério Público a propor mais uma ação contra a intolerância religiosa na TV."

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Parece, então, que tudo deu certo e a Record foi vítima do próprio "descarrego". Mas a grande imprensa...


Diz aí!


ECOS DA BIENAL

Estivemos na Bienal dando o nosso recado. E curtindo o prazer de fazer novos amigos, como o ex-ministro Ronaldo Costa Couto e o escritores Márcio Souza e Beatriz Resende, a qual acaba de resgatar preciosidades da obra e da vida do grande Lima Barreto. Nosso recado foi esse aí, cujas linhas mestras seguem abaixo. E eu parece-me que "o pessoal gostaram"...


O Papel da Memória na Construção de Uma Literatura Negra no Brasil

"Cada velho que morre é uma biblioteca que se incendeia" (provérbio africano, citado de memória)

Para alguns teóricos, a literatura é uma expressão que usa necessariamente códigos ocidentais. E para ser efetivamente aceita como "literatura", ela precisaria do reconhecimento de instituições como a escola e os círculos de leitura. Assim, segundo esse entendimento, para a literatura produzida por escritores negros no Brasil ser de fato considerada uma literatura específica, diferenciada, seria necessário propor uma nova estética, capaz de romper os limites "ocidentalizantes". Em contrapartida, há aqueles que acreditam que, apenas denunciando e enfrentando o racismo, o escritor negro já estaria efetivamente fazendo uma "literatura negra".

Em seu clássico estudo sobre a poesia afro-brasileira (Estudos afro-brasileiros, São Paulo, Perspectiva, 1973), Roger Bastide chama a atenção para o fato de que, nos Estados Unidos, alguns poetas agregaram à literatura erudita formas e conteúdos tradicionais, originados dos cantos rituais e de trabalho dos negros. No Brasil, pela ausência de separatismo explícito entre negros e brancos, tal fato não teria ocorrido. Mesmo assim, lembrava ele, pretos e mulatos não deixaram de enriquecer a literatura feita no Brasil, imprimindo-lhe "a marca de seus desejos, de suas aspirações ou de seus sofrimentos, cantando sua alma, suas paixões e seus amores".

As diversas atitudes que os literatos afro-descendentes assumiram através dos tempos no Brasil enquadram-se naquelas estratégias adotadas - segundo o brasilianista David Brookshaw (Raça e cor na literatura brasileira. Porto Alegre, Mercado Aberto, s/d) - pelos intelectuais nas colônias diante da opressão colonizadora: Os primeiros seriam aqueles que ocultam sua étnica e procuram fazer valer sua aptidão na arte da escrita, como talvez Machado de Assis. Os segundos seriam os que escrevem como nativos que são, utilizando as formas de sua tradição, mas com humor e simpática ternura, como Domingos Caldas Barbosa, no século 18. Os terceiros seriam os que protestam abertamente contra a opressão, por meio do emprego das formas de expressão do próprio colonizador, como fez o poeta e abolicionista Luiz Gama.

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Na tradição africana, a memória e sua transmissão ocupam um papel fundamental. E aí aproveitamos para citar um verbete de nossa "Enciclopédia Brasileira da Diáspora Africana" (São Paulo, Selo Negro, 2004):

GRIOT. Termo do vocabulário franco-africano, criado na época colonial, para designar o narrador, cantor, cronista e genealogista que, pela tradição oral, transmite a história de personagens e famílias importantes às quais, em geral, está a serviço. Presente sobretudo na África ocidental, notadamente onde se desenvolveram os faustosos impérios medievais africanos (Gana, Mali, Songai etc.), recebe denominações variadas: dyéli ou diali, entre os Bambaras e Mandingas; guésséré, entre os Saracolês; wambabé, entre os Peúles; aouloubé, entre os Tuculeres e guéwel (do árabe qawwal), entre os Uolofes. Ver CANTADORES NEGROS.

Arthur Ramos (O folclore negro do Brasil, 2ª ed., Rio, Casa do Estudante, 1954) citando, a partir de Nina Rodrigues, o africanista inglês Major Ellis, refere, entre os iorubanos da atual Nigéria, a figura do arokin, "narrador das tradições nacionais, o depositário das crônicas do passado", com função semelhante.

Mas a transmissão da memória através da tradição oral, como lembrava o sábio africano Amadou Hampâté Bâ (1899-1991) "não se limita aos contos e às lendas, nem mesmo aos relatos míticos ou históricos" e os griots não são os únicos guardiães e transmissores qualificados da memória. A memória é transmitida pela vivência, englobando todos os aspectos da experiência humana (religião, conhecimento, ciência da natureza, iniciação de ofício, divertimento e recreação), na grande escola da vida (Amadou Hampatê Bâ, "A palavra, memória viva da África", Correio da Unesco, nº10-11, 1979).

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Minha experiência literária, que envolve ensaios, poesia e ficção, tem - assim como minha trajetória de compositor de músico popular - efetiva e recorrentemente se assentado na memória. Afinal, nasci há 63 anos, filho de uma família que se constituiu na primeira década do século 20 e de pais nascidos no século 19.

Vivi no subúrbio de Irajá até os 26 anos, quando me mudei para a Zona Norte, para a região de Vila Isabel, de onde me transferi para uma área rural Baixada Fluminense, onde resido há 6 anos.

Durante todo esse tempo, tenho exercitado minha condição de afro-descendente, vivendo o samba - "gênero musical e forma de sociabilidade", como define Joel Rufino dos Santos (In Épuras do social: como podem os intelectuais trabalhar para os pobres, São Paulo, Global, 2004); vivenciando a minha religiosidade de matriz africana; os costumes e as tradições que minha ancestralidade me legou.

Assim, entendo que contribuo para a consolidação de uma Literatura Negra. Transmitindo a memória dos negros com quem convivo ou que me antecederam. Tomando a liberdade de algumas licenças, quando faço ficção. Mas procurando contar bem essa memória: com o ritmo que é a essência da vida e do equilíbrio do universo.

Nei Lopes

Bienal do Livro, Rio, 2005


Diz aí!

Sexta-feira, Maio 13, 2005

POEMA 13 DE MAIO EM 5 TEMPOS

"Ceux qui n'ont inventé ni la poudre ni la bussole (...)Mais ils savent em sés moindres recoins le pays de soufrance" (Aimé Cesaire)

1

Ei, pastor de ovelhas alienadas!

Eu não descendo de Abraão

Nunca escalei ou desci

Esse monte Sião de onde me fitas

Tampouco me banhei ou lustrei

Nesse Jordão em que te banhas!

Olha meus olhos, pastor,

E vê se eles não lembram um céu noturno

Sem nuvens, só estrelas.

Mede bem minhas narinas

E vê se não semelham

Os foles do Ferreiro primordial.

Sente a tessitura do meu cabelo, pastor

Vê como ele é áspero, não de ovelha.

2

Eu não descendo de Abraão, pastor!

Nem de Rômulo, eminência!

Nem de Enéas, reitor!

Eu sou anterior!

Meus ancestrais foram os pais da raça humana

Os primeiros a atravessar o Mar Vermelho

Depois de se ungirem nas águas do Nilo inaugural.

Foi deles o sêmem

Que fecundou o Iêmen,

Fez nascer as terras bíblicas

E os prodígios da civilização ocidental.

Eles foram os primeiros migrantes

Foram deles as primeiras orações

Recitadas ao toque dos tantãs

Materializando a cadência.

Meus mais-velhos sabiam

Que o vaivém da palavra é a essência do ritmo.

Foram eles os primeiros a eternizar o poder

Em máscaras e esculturas.

E foi a eles

Que o Supremo primeiro outorgou

Sua Força Vital

E o poder de fazê-la atuar

Sobre toda a sua descendência.

Depois, depois é que vieram os heróis civilizadores

De todos os povos

Que por mandato do Supremo

Usaram a Força Vital

Na organização de suas comunidades.

3

Eu sou anterior, Pastor!

Por isso, aqueles entre os quais me incluo

Exigimos as primícias, as primeiras homenagens

E que antes de tudo nos seja dada a palavra

Porque nós somos o Verbo atuante

Não no nível mental da compreensão

Mas na dinâmica do comportamento.

Nós somos o Saber extraído não dos livros

Mas da experiência e na observação:

Os livros são conhecimento;

Nem sempre sabedoria.

4

Nós somos a Arte, não feita para o deleite

Mas como resposta ao fenômenos do Universo.

Nós somos a Música,

Arte do espírito e da alma

Mas também arte do corpo.

Nós somos a Dança, alegria de viver

Orgulho e refinamento nas solenidades

Fé e contrição nos rituais

Vigor no trabalho, coragem na guerra.

5

Ei, cardeal primaz

Eu não descendo de Adão!

Nem de Abraão, pastor!

Nem de Rômulo, eminência!

Nem de Enéas, reitor!

Eu sou anterior!


Diz aí!


O REDE GLOBO

O amigão chega pra mim e diz:

- Puxa, Meu Ídolo! Não dá pra ir ao teu show porque eu tenho uma audiência na Vara de Família!

Outro dia, o papo só muda de vara:

- É, rapaz, não deu: tive uma audiência na Justiça do Trabalho...

Mais outra ocasião, e o papo se repete:

- Ah, que pena! Segunda-feira não dá que eu tenho uma audiência na Vara Criminal de Campo Grande.

Aí, eu me toco, lembro que o cara não é advogado nem trabalha na Justiça... e sinto que ele está de fato enrolado.

Então, o vejo, três semanas depois, lá do outro lado da rua, e grito, pra todo mundo ouvir:

- Fala, Rede Globoooo!!!

Ele atravessa, cara de quem não entendeu, e eu explico:

- Ora... Tu é ou não é o campeão de audiência, meu camaradão?!


Diz aí!


PRÊMIO TIM DE MÚSICA 2005

O velhote do Lote concorre a três prêmios:

Categoria Samba
Melhor Disco - Partido ao Cubo
Melhor Cantor - Nei Lopes

Categoria Voto Popular
Cantor - Nei Lopes

A entrega do prêmio acontece no dia 1 de junho no Teatro Municipal do Rio.

Veja aqui a lista completa dos indicados.


Diz aí!

Quinta-feira, Maio 12, 2005



O LOTE NA BIENAL

Neste sábado 14, às 16 horas, o lote estará representado no Forum de Debates da Bienal do Livro, no Riocentro. Vai ser numa mesa-redonda intitulada "Memorialismo: Quando a memória deve ser transmitida? O registro doloroso e a licença literária. A arte de bem contar". O Coroa do Lote vai estar muito bem acompanhado: Beatriz Resende; Marcio Souza, pai da Mad Maria; Ronaldo Costa Couto; e Dona Zélia Gattai, viúva de Jorge, estarão na mesa.

Depois, é aquele rolé pelos estandes da Pallas, da Selo Negro, da Folha Seca, da Dantes, da Casa da Palavra, com a caneta nervosa, assinando o que pintar - até cheque em branco...

E ano que vem, vocês vão ver, ainda vai ter muito mais!

Vai ser bom. Vamo lá!


Diz aí!


TREZE DE MAIO (1)

Dia 11 de maio, a jornalista Priscilla Geha Steffen, de Curitiba, em sua coluna "MPB de Raiz" no Jornal do Estado fez uma homenagem à Cultura Negra e ao Velhote do Lote. Clique aqui para ler. Entschulldigen, Priscilla! O Lote agradece comovido.


Diz aí!

Quinta-feira, Maio 05, 2005



A UM AMIGO CERVEJEIRO
(Na passagem do nosso 63º aniversário)


Houve um tempo em que o mundo, pra nós aqui do Lote, girava em torno de uma caixa de cervejas. Um sucesso, a gente bebia pra comemorar; uma frustração, a gente bebia pra se recuperar e ir em frente... Tudo era motivo!

Mas isso está passando. A maturidade, embora não tenha trazido, ainda, a ideal abstinência, trouxe um pouquinho de reflexão. E aí passamos a ver que a "cervejinha" e o boteco não tinham nenhuma importância, a não ser como fatores alteradores do estado de consciência.

Carioquíssimos que somos, isso está vindo, entre outras coisas, de perceber que o melhor da cultura carioca não está só na "cervejinha". Mesmo porque não existe apenas uma cultura no Grande Rio e sim várias: na praia, no campo, na Quinta da Boa Vista, no Jardim Botânico, no Mercadão de Madureira, na Feirinha da Pavuna, na minha, na tua, na nossa casa.

Ela veio também, para nós que vivemos Música & Poesia, da constatação de que quem vive enfiado de copo na mão não tem mão nem cabeça pra fazer música boa. Mesmo porque nunca tivemos notícia de uma música boa de verdade (há aquelas "folclóricas", claro) feita por um compositor de porre. Porque, na euforia, ele pensa que arrasou; mas no dia seguinte...hmmm...

Veio também a certeza de que a "cervejinha", seja ela Budweiser ou Belko, alta ou baixa renda, é uma droga como outra qualquer: que faz perder a forma física, dá barriga, broxa, sangra o orçamento familiar, provoca cirrose, insônia, suores noturnos, problemas neurológicos, faz perder a noção da velocidade no trânsito, vicia e cria dependência química. Também.

E veio, finalmente, da certeza de que o "beba com moderação" é cascata de publicitário. E que depois da primeira, vem a segunda, a terceira, a saideira, eira, eira, eira...

Abstêmios, nós? Não! E é claro que vamos tomar uma "geladinha" neste aniversário.

Mas pensando firmemente naquele dia ideal em que ela, de fato, já não terá, mesmo, mais nenhuma importância.


Diz aí!

Segunda-feira, Maio 02, 2005

DOIS REGISTROS IMPORTANTES

Nossa Enciclopédia Brasileira da Diáspora Africana recebe 2 registros de atualização, um triste e outro altamente honroso e animador.

O primeiro foi o falecimento, ocorrido a 16 de abril, do cientista Dr. Sebastião de Oliveira (n. 1918), entomologista e pesquisador da Fundação Oswaldo Cruz, com uma longa folha de serviços prestada à Ciência no Brasil.

O segundo é a outorga do título de Doutor Honoris Causa pela Universidade Federal da Bahia, no próximo dia 2 de maio, à Mãe Stella de Oxóssi (n. 1925), ialorixá com sólida formação intelectual, um dos últimos grandes nomes da tradição do culto aos orixás jeje-iorubanos no Brasil.

As trajetórias do saudoso Dr. Sebastião e da veneranda Mãe Stella enchem de orgulho nossa afro-descendência.


Diz aí!



 

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