Sexta-feira, Abril 26, 2013

Visite o novo blog

MEU LOTE

www.neilopes.com.br

Deixe seu comentário. E divulgue.




Quinta-feira, Abril 25, 2013



ZÉ KÉTI, A VOLTA
E outras novidades


Lançado em 2000, dentro da coleção Perfis do Rio (Relume Dumará/Prefeitura do Rio) e há vários anos fora do mercado, o livro “Zé Kéti, o samba sem senhor”, do Velhote do Lote, está voltando. Pela mão do editor Alberto Sprechter.

Publicado já depois do falecimento do importante sambista, o livro não tem muitas novidades. Mas uma delas, sobre a origem do apelido do Zé... nessa parece que o Velhote (que já descobrira que o Pixinguinha do velho Alfredo Vianna, vem de uma língua de Moçambique, o ronga, na forma “psi-di”, comilão) acertou em cheio.
Aguardem a surpresa.
**
Já no prelo, também, a nova edição de “O Samba na Realidade...”, de 1981, o primeiro livro de Nei Lopes, agora com edição de Rolf de Souza e apresentação do antropólogo venezuelano Jesús “Chucho” García, autor de “Caribeñidad: afroespiritualidad y afroepistemologí”.

Ah! Tem ainda “Nei Lopes: Contos e Crônicas”, na série “Para Ler na Escola”, da Editora Objetiva.

E vamo que vamo!




Sexta-feira, Abril 19, 2013

VISITE O NOVO LOTE (ABERTO EM CARÁTER EXPERIMENTAL)

JÁ TEM ATÉ LINK PRO YOUTUBE.

CONFIRA NO POST "PARABÉNS, CIDADE NEGRA" (01.03.2013)

www.neilopes.com.br





LEILA PINHEIRO CANTA SAMBA. INCLUSIVE, DO LOTE.



Show: Eu canto samba
Artista: Leila Pinheiro (com Pretinho da Serrinha na foto de Mauro Ferreira)
Local: Theatro Net Rio (Rio de Janeiro, RJ)
Data: 16 de abril de 2013

“A força do show reside mesmo é no roteiro, que alinha repertório longe do óbvio. Na estreia, Eu canto samba surpreendeu já na abertura quando, após a marcação de um surdo e do ronco de uma cuíca, as cortinas se abriram e Leila deu voz a Prece ao samba (Ivan Lins e Nei Lopes, 2006). Se o samba é ritmo sagrado no país que a cantora guarda em seu coração, a lembrança de Se é pecado sambar(Manoel Santana, 1950) - sucesso de Marlene na era do rádio - pareceu estar ali, na sequência do roteiro, para absolver Leila Pinheiro de qualquer eventual heresia no canto desse samba - para alguns - imaculado. (...) Sem culpa por estar pisando em terreno já demarcado, Leila soube colher frutos nobres no vasto quintal carioca. Joia gravada por Alcione em disco de 1987, Raio de luar (Dauro do Salgueiro e Nei Lopes, 1985) ilumina o canto de Leila, mais expansivo neste show”.
(Mauro Ferreira)







NEI LOPES CANTA NA FESTA DO PREMIO CAMÉLIA
(No aquecimento para o show de Altay Veloso e Jorge Aragão).

Nesta quarta-feira, 24 de abril, 20h
Vivo Rio (Av. Infante Dom Henrique, 85 – Parque do Flamengo)




Segunda-feira, Abril 15, 2013



Zeca Pagodinho, Pop e Rock:
JORNALISTA PRETO (de sobrenome) FAZ GOL CONTRA


De volta de Recife, onde fui aprender que o coco, vibrante manifestação musical de lá, nasceu com o nome “samba de coco” e se realiza em reuniões festivas chamadas “sambadas”, me alegro ao ver na capa da revista de bordo a foto do nosso grande Zeca Pagodinho. Mas me surpreendo, no texto, com a afirmação de que ele “soube, como poucos, construir em torno de si uma mitologia elaborada e original, digna dos grandes astros do rock e da música pop mundial” (Marcus Preto, “Rindo à toa”, Revista Gol nº 133/ 2013).

Que pobreza! O jornalista engendra o “elogio” partindo do pressuposto de que rock e pop são algo muito superior em relação ao samba. Lastimável! Então, extraio do arquivo parte de um artigo de poucos nos atrás, para falar de um um tempo em que o samba tinha amplo espaço nos jornais, sobretudo através de um tipo aguerrido de jornalista especializado.

Era o tempo de Aroldo Bonifácio (Correio da Manhã), Manoel Abrantes e Carlos Martins (O Dia), Antônio Lemos, Paulo Francisco e Irênio Delgado (Gazeta de Notícias), Carlos Vinhaes (A Luta Democrática), Waldinar Ranulpho (Última Hora); de jovens como Sérgio Cabral, José Carlos Rego, José Carlos Neto etc. e do o pai de todos, João Ferreira Gomes, o “Jota Efegê” – boa parte deles vindos da reportagem policial (samba tinha espaço, mas ainda era meio coisa de polícia ), boa parte, também, constituída de pretos, mulatos e sambistas.

Como a existência de escolas de jornalismo no Brasil é fato bastante recente, esses profissionais eram quase todos formados na grande universidade das ruas que, segundo muitos, é a melhor escola. Depois deles é que vieram as faculdades de comunicação. E, no vácuo deixado pelo sufocamento da luta estudantil, entre 1968 e a década de 1980, foi que se formou a atual geração de críticos de música dos segundos cadernos. Nesse mesmo vácuo, nascia a chamada “música universitária”, a partir da qual criou-se o rótulo “MPB” e se facilitou a assimilação, pela música popular brasileira, servil das soluções musicais globalizadas.

Digo “assimilação servil” em contraposição àquele saudável processo de deglutição e reelaboração que, muitas décadas antes, mudara o schotish em xote; gestara os brasileiríssimos foxes de Custódio Mesquita; e até mesmo abrasileirara o bolero mexico-cubano. Asimilação servil que não ocorre quando um músico brasileiro se nutre, por exemplo, nas fontes afro-cubanas, tão irmãs das nossas – porque, aí, o que rola, mesmo, é o velho princípio dos vasos comunicantes.
Pois, ao contrário do que antes ocorria, hoje, a obsessão de certo segmento do que se costuma chamar de “artistas” no Brasil é ser cada vez menos nacional, menos brasileiro, mais (explode) pop!

Ao contrário do tempo do “tenente” Aroldo Bonifácio e do “meu sinhô” Waldinar, boa parte dos jornalistas da área da música, hoje, parece que é pautada pelas gravadoras. E como a sabida estratégia das gravadoras é transformar a música do mundo inteiro num mesmo play-back, só mudando, nas canções, um pouquinho da língua em que ela é cantada, então, tome de pop-rock!




Quinta-feira, Abril 04, 2013



“SAMBA E ÁGUA FRESCA”
Veterano sambista atravessa o Guandu e canta em Campo Grande! Neste domingo.


O compositor Jotabê (“Malandro/ eu ando querendo falar com você...” comanda, quinzenalmente, aos domingos, a programação “Samba e Água Fresca”, em Campo Grande.
Trata-se de uma roda de samba musicalmente refinada, que recebe autores consagrados, a pedido do seleto público freqüentador.

Neste domingo, o convidado é Nei Lopes, nome manjado no mundo do samba, da música popular e da cultura brasileira, autor de pagodinhos como “Senhora Liberdade”, “Gostoso Veneno” (com Wilson Moreira) ; “E Eu Não Fui Convidado” (Com Zé Luiz do Império”; “Baile no Elite” (com João Nogueira);” “O sambista Perfeito” (com Arlindo Cruz); “Tempo de Dondon” – que integram o repertório da apresentação.

A alegria começa com a tradicional feijoada. Segue-se a “hora feliz” (happy-hour é coisa de gringo). E às 20 horas é tudo com o Velhote do Lote, que mora perto, do outro lado do Viaduto do Oscar Brito (“dos Cabritos” já era).

Evento: Samba & Água Fresca
Domingo, 7 de abril · a partir das 17:00 h.
Local: Salão do Décio (Espaço JB) - Rua Aratanha, 366 - Campo Grande




Segunda-feira, Março 25, 2013

O DIA EM QUE O VELHOTE CANTOU COM EMÍLIO SANTIAGO

Alô, amigos da música.
Vejam lá no blog do Comendador:
Cláudio Jorge e Nei Lopes relembram os encontros de Paulinho Albuquerque com Emílio Santiago...

http://comendadoralbuquerque.wordpress.com/




Quinta-feira, Março 21, 2013



EMILIO, EU TIVE A HONRA DE SER GRAVADO POR VOCÊ !!!
DESCANSE EM PAZ.




Quarta-feira, Março 20, 2013




A GRANDE IMPRENSA QUE ME DESCULPE,
MAS BOM MESMO É O "JORNAL MULIER"


Siga o link: http://jornalmulier.com.br/nei-lopes-escritor-compositor-e-interprete/




Segunda-feira, Março 18, 2013



DE NOVO: ESCRITOR NEGRO, LITERATURA AFROBRASILEIRA

“Pesquisa revela que poucos escritores investem em temática aos excluídos Estudo sobre a literatura contemporânea mostra que há poucos personagens negros e pobres nas narrativas brasileiras -- Nos últimos 10 anos, o número de escritores mulheres e negros pode até ter aumentado na literatura brasileira, mas não será tão significativo quanto o foi nos anos 1970. Os personagens de pele escura podem deixar de aparecer como bandidos ou empregados domésticos, mas a cor dos autores dificilmente será equilibrada. Enquanto a educação não mudar o mapa da classe média brasileira, a literatura permanecerá confinada a um quadrado que reflete a organização social do país em que pouco fala sobre a periferia desprivilegiada. O tema é um dos capítulos do livro Literatura brasileira contemporânea: um território contestado, que a pesquisadora Regina Dalcastagnè acaba de lançar pela Editora da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Uerj).

Este é o lead da reportagem “Negro e pobre não viram romance”, de Nahima Maciel publicad na edição de 15.03.2013 de O Correio Braziliense”. Na matéria, um box com entrevista de Nei Lopes sobre assunto, cujo texto integral segue abaixo.

EXISTE SIM ESCRITORES NEGROS FALNDO DE NEGROS NA ATUAL LIERATURA BRASILEIRA: E EU FAÇO A MINHA PARTE!

A pesquisa aponta que 72,7% dos escritores são homens e 93,9% são brancos. Na sua opinião, porque não há tantos escritores negros, oriundos de comunidades?

R: O universo do livro, no Brasil, tornou-se extremamente excludente. E digo “tornou-se” porque desde o século XVIII até a primeira metade do século XX, houve até certo protagonismo de escritores negros (pretos e mulatos), quase nunca mencionados como tal, por ser, nesse tempo, infamante esse tipo de menção. Permita-me citar alguns: Padre Antônio Vieira, neto de uma mulata, serviçal, em Lisboa, da família do Conde de Unhão; Silva Alvarenga (1749 – 1814), poeta; Basílio da Gama (poeta, 1741 – 1795), poeta; Paula Brito (1809 – 61), importante editor, livreiro e escritor, impulsionador da carreira de Machado de Assis; Luiz Gama (1830 -82), poeta; Teixeira e Souza (1812 -61), autor do primeiro romance nacional; Machado de Assis; Cruz e Sousa; Lindolfo Rocha (1862 – 1911), mineiro, autor dos romances Iacina: dispersão dos maiacaiaras e Maria Dusá; Lima Barreto (1881-1922); Mário de Andrade (1893 – 1945), Rosário Fusco (1910 – 77), modernista mineiro, destacou-se no grupo reunido em torno da revista Verde; Jorge de Lima (1895 – 1953), autor de belos poemas de inspiração afrobrasileira e assinalado como “mulato” por Artur Ramos e outros autores. Solano Trindade (1908 – 74), poeta e ativista negro; Lino Guedes (1906 – 1951), poeta de São Paulo, focalizado em antologias internacionais; Joel Rufino dos Santos; Muniz Sodré, Marilene Felinto, jornalista e romancista. Auta de Souza (1876 – 1901), primeira poetisa negra da literatura brasileira; Pedro Kilkerry (1885 – 1917), poeta precursor do surrealismo e do modernismo; os poetas Galdino de Castro, Henrique Castriciano e Astério de Campos; Carolina Maria de Jesus... ADENDO: Acrescento que, no meu entender, a ausência do escritor negro na literatura brasileira, hoje, é fruto dos mesmos mecanismos de exclusão que operam nos círculos da cultura, em geral. Nesses círculos, legitimadores e difusores, as relações estabelecidas desde os bancos escolares, e até mesmo de vizinhança, são fundamentais: o editor, o crítico literário, o dono de livraria etc., muito raramente são negros ou moradores nos subúrbios e periferias, onde se concentram as massa afrodescendentes. Daí, a dificuldade das trocas; e até mesmo o caráter estereotipado dos personagens criados pelos escritores reconhecidos.

O que o senhor acha da quantidade de escritores negros do país? Esse número é inexpressivo? Está aumentando? Existe hoje algum nome que apontaria como destaque na literatura?

R: Dizer que o número de escritores está aumentando, ou não, seria leviano. O que posso dizer é que cada vez mais se torna invisível a produção dos literatos afro-brasileiros. Digo também que há uma nova geração de intelectuais negros forjada nos meios acadêmicos, na qual conheço gente que tem lugar garantido entre os literatos. Cito um, como exemplo: o historiador Flávio dos Santos Gomes, dono de um rol de obras publicadas capaz de fazer inveja a muito membro da ABL. No campo da poesia e do experimentalismo cito os poetas Salgado Maranhão, já bem conhecido, e Ricardo Aleixo, de Belo Horizonte.

Na sua visão, qual é o perigo em ter escritores tão segmentados (homens, brancos, de classe média, moradores de centros urbanos)?

R: O perigo é a consolidação da estereotipação, que reserva aos mulatos e pretos (mais ainda a esses) determinados lugares e papéis na sociedade brasileira e na economia da cultura em particular, como os do entretenimento e do esporte.

Apenas 7,9% dos personagens são negros. Contudo, 75% dos personagens negros são pobres e 20,4%, bandidos. Comente esse dado, por favor.

R: O clichê, o estereótipo, chega até o personagem. Segundo as leis de mercado vigentes, o que vende é o negro visto (voyeuristicamente), sob o prisma da marginalidade e da miséria. E, dentro daquela lógica do “compre que todo mundo está comprando” e “é verdade porque ‘deu’ na televisão”, o publico lê e acha que é só isso mesmo.

Quarto de despejo, de Maria Carolina de Jesus, foi traduzido para 13 línguas, mas continua esquecido na literatura brasileira. Porquê? É pelo fato de a autora ser mulher, pobre, negra; os três fatos juntos, ou não? O esquecimento deve-se ao brasileiro consumir o que é ditado pelos meios de comunicação? (em tempo: a pesquisa diz que dos 258 livros estudados, apenas 3 protagonistas eram negras e mulheres).

R: Carolina Maria de Jesus teve inclusive posta em dúvida sua legitimidade como autora; e isso deve ter contribuído para o seu apagamento da memória literária brasileira. Mas é antologizada e estudada nos meios acadêmicos lá fora. Talvez se tivesse lançado seu romance na década de 2000 teria “arrebentado a boca do balão”, com direito a filme, minissérie de TV e tudo o mais.

Fique a vontade para ir além das perguntas e tocar em outros pontos que considere pertinente.

R: A saída para os escritores afrobrasileiros, e que fazem literatura comprometida com sua circunstancia étnica, como é o meu caso, têm sido as edições em regime de cooperativa ou as editoras “étnicas”; ou ainda aquelas com segmentos especializados. Da minha parte, em 2006 publiquei por uma grande editora um livro de contos densos, ambientados no mundo do samba (“Vinte contos e uns trocados”, Record), do qual eu gosto muito e que foi bem recebido pela crítica, mas não aconteceu. Tenho um romance na Língua Geral, editora que “linca” África e Brasil, e a coisa vai indo. Tenho outro na Pallas, especializada em cultura afro-brasileira que ainda pode ser que apareça. E um mais recente, editado pela portuguesa Babel Editora, que se lançou no Brasil com meu romance e implodiu.
Apesar disso tudo, vou em frente. Se depender de mim, existe, sim, literatura negra no Brasil. Eu faço a minha parte.
**
AGUARDEM A INAUGURAÇÃO DO NOVO LOTE. COM FESTA.




Quinta-feira, Março 14, 2013



NEM MELHOR, NEM PIOR: APENAS UM PAPA DIFERENTE

Sua Santidade chama-se Jorge Mário, o que nos permite, respeitosamente, chamá-lo de “Seu Jorge”, como o cantor e ator nosso amigo e seu xará, ex-Farofa Carioca.

E, além disso, como lembra o Luiz Fernando Mattos, da ala de compositores do Salgueiro, “escolheu o nome de Francisco / e ao catolicismo se converteu”, como o Chico Rei do samba-enredo de 1964.

Habemus papam!

Salgueirensis.